A hesitação vacinal, que é a resistência, o adiamento ou a recusa em receber vacinas disponíveis, foi tema de um estudo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) em parceria com a Fiocruz Mato Grosso do Sul. Publicada em 2026 na revista Epidemiologia e Serviços de Saúde, a pesquisa analisou 48 revisões sistemáticas, de 2012 a 2024, e reuniu cinco estratégias para orientar políticas públicas.
Segundo os pesquisadores, intervenções combinadas funcionam melhor do que ações isoladas no combate à hesitação vacinal. Os principais obstáculos são a falta de infraestrutura, os custos, o acesso à tecnologia e a adaptação às realidades locais. O estudo se concentrou em adultos de áreas urbanas e em gestantes, sem incluir populações rurais, ribeirinhas e indígenas.
O tema é urgente. A cobertura de um conjunto de vacinas básicas caiu de 92% em 2015 para 68% em 2021. A recuperação começou em 2022, mas parte dos imunizantes ainda está abaixo das metas do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Em 2026, o país já confirmou 61 casos de sarampo. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) alerta que as coberturas precisam ser altas e também homogêneas, para evitar bolsões de pessoas suscetíveis.


