Abril Indígena 2026: Fiocruz lança publicação

Alt: Atividade do Abril Indígena Fiocruz 2026 com representantes de povos indígenas uma página interna da publicação ou foto de uma atividade do Abril Indígena (Agência Fiocruz),

A Fiocruz lançou, em 27 de outubro, a publicação “Memórias do Abril Indígena 2026 | Quando a saúde escuta a Terra”. A obra sistematiza 17 iniciativas da segunda edição do Abril Indígena Fiocruz. Ao todo, a programação reuniu representantes de 74 povos indígenas e mobilizou 8.795 pessoas em 11 estados das cinco regiões do país.

O Abril Indígena acompanha o mês em que o Brasil celebra a resistência dos povos originários. Para a Fiocruz, porém, a iniciativa não é apenas uma data. Ela é uma forma de lembrar que a saúde começa onde a vida acontece: no território.

As ações foram articuladas pela Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz). Além disso, envolveram 17 unidades técnico-científicas e escritórios da Fundação. O material reúne encontros interculturais, pesquisas, oficinas, exposições, ações educativas e experiências comunitárias.

A publicação está organizada em seis capítulos temáticos. Entre os temas estão saúde e território, crianças e juventudes indígenas, mudanças climáticas, racismo ambiental, saúde mental, medicinas indígenas e comunicação. Dessa forma, os registros mostram a diversidade de conhecimentos e práticas de cuidado presentes nos territórios.

Um dos fundamentos da obra é a etnomídia indígena. Essa abordagem reconhece os povos indígenas como sujeitos de conhecimento, autoria, decisão e memória. Por isso, a curadoria valoriza as experiências vividas, as pessoas e os territórios, articuladas às informações técnicas das unidades da Fiocruz. Nessa perspectiva, a comunicação também é entendida como uma dimensão da saúde.

A publicação diferencia divulgar atividades de construir memória. Enquanto a divulgação informa sobre resultados, a memória preserva contextos, reconhece contribuições e organiza aprendizados para consultas futuras. Assim, a obra também funciona como devolutiva pública aos povos e comunidades participantes, respeitando seus direitos e suas formas de organização.

Por fim, o material apresenta compromissos para 2027. Eles envolvem participação indígena, ética na pesquisa, justiça climática, comunicação e reconhecimento dos sistemas tradicionais de cuidado. Com isso, a Fiocruz convida povos indígenas, profissionais de saúde, pesquisadores, estudantes, gestores e comunicadores a conhecer a obra.

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Fonte: Fiocruz lança publicação que reúne memórias, saberes e experiências do Abril Indígena 2026 / Fiocruz