O Brasil precisa retomar o planejamento estratégico de longo prazo para orientar os investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta é defendida por Carlos Gadelha e Manoel Barral-Neto, pesquisadores da Fiocruz, e Monica Felts de La Roca, diretora científica do CNPq, em artigo publicado em 4 de novembro no The Conversation Brasil, no qual os autores projetam o cenário da saúde brasileira até 2050.
Além de considerarem as projeções do IBGE sobre o envelhecimento e o não crescimento da população brasileira, os autores apontam mudanças relacionadas às doenças, às tecnologias e ao clima.
Diante desse cenário, Gadelha, Barral-Neto e Monica argumentam que não se trata de elaborar agora uma lista de planos para 2050, mas de orientar o planejamento da saúde brasileira por metas estratégicas de longo prazo, com prioridades revistas a cada quatro anos, em consonância com os Planos Plurianuais (PPA) do governo federal.
Segundo os pesquisadores, transformar o SUS em vetor de desenvolvimento nacional exige ação interministerial integrada, um método de definição de prioridades que articule pesquisa, produção nacional e soberania sanitária, além de avaliações e ajustes periódicos capazes de orientar escolhas, investimentos e políticas públicas.
O The Conversation é uma plataforma de colaboração entre acadêmicos e jornalistas que publica notícias e análises baseadas em pesquisas.
Veja o artigo na íntegra acessando o link abaixo:
https://theconversation.com/saude-em-2050-como-investir-em-ciencia-para-apoiar-o-sus-295776


